O levantamento da máscara
O lifting facial com máscara é um procedimento muito semelhante ao lifting frontal, mas ocorre em planos mais profundos, o que permite o trabalho ósseo.
Pode corrigir rugas na testa e entre as sobrancelhas, mas também a flacidez externa das sobrancelhas (sendo um bom complemento à cirurgia estética das pálpebras), a estrutura orbital, possibilitar a tarsorrafia externa, ou seja, o alongamento da fenda palpebral (olhos em formato de amêndoa), a tração das maçãs do rosto ou a colocação de enxertos.
Indicações e contraindicações para o lifting com máscara
Apresentada à Sociedade Francesa de Cirurgia Plástica em 1986, a técnica de lifting facial em máscara foi inicialmente utilizada para malformações craniofaciais e cirurgia reconstrutiva (para reconstrução após um acidente ou lesão). Também chamada de lifting "em máscara", essa técnica combina o levantamento das maçãs do rosto, têmporas e testa com a remodelação da órbita ocular.
O Lifting de Máscara é uma técnica que pode ser útil para o rejuvenescimento facial, pois atua no envelhecimento ósseo. De fato, certas características ósseas desfavoráveis, como espessamento ou erosão, frequentemente aparecem com a idade, daí o benefício desta técnica. Seu efeito rejuvenescedor baseia-se principalmente em três ações: aumentar o osso reabsorvido, reduzir o osso hipertrofiado e elevar a máscara facial (pele, hipoderme, camada muscular profunda e periósteo). O resultado: o rosto ganha personalidade e luminosidade, recuperando uma expressão mais jovial.
No entanto, esteja ciente de que o Lifting Facial com Máscara induz alterações na expressão facial. Portanto, não é recomendado para indivíduos com transtornos de personalidade que possam ter dificuldades em lidar com as mudanças resultantes. Além disso, é aconselhável consultar seu médico sobre quaisquer contraindicações oftalmológicas ou relacionadas à idade que possam impedir a realização deste procedimento.
Cuidados pós-operatórios
Os cuidados e precauções pós-operatórias associados a um lifting facial são comparáveis aos de um lifting frontal. O procedimento requer 24 horas de internação hospitalar e o período de recuperação social é de aproximadamente 15 dias.
A redução da sensibilidade na testa pode, por vezes, demorar algum tempo a voltar ao normal.
Riscos cirúrgicos
Como em qualquer intervenção, existem riscos de infecção, sangramento ou hematoma, mais especificamente, existe o risco de distúrbios sensoriais frontais persistentes e de danos ao ramo temporal do nervo facial, causando um distúrbio da mobilidade da testa.
